domingo, 19 de maio de 2013

Blackberry 10 OS




Em tempos de "berry", tais como Raspberry, Blueberry, Strawberry etc. o Blackberry tem uma posição especial. Ok, ele não é concorrente do Raspberry, no sentido de que ele é software e pode até rodar sobre o Raspberry... pode? Quem se habilita?

Mas o assunto é a nova versão do SO para smartphones. O Blackberry nasceu para isto, foi feito para isto e continua sendo um SO muito mais apropriado para isto. Mas ficou estagnado por muito tempo e só recentemente saiu a nova versão. E agora, como irá se comportar em um mercado dominado por Android e iOS?

Não se iluda tão facilmente assim. Primeiro, é muito mais rápido e tem um design voltado para a maior usabilidade. Não apenas a usabilidade de outros SOs para Smartphones, mas uma usabilidade mais voltada para o uso com apenas uma das mãos.

Acionar o fone é fácil, direto na barra inferior e traz o discador direta e instantaneamente, com acesso a histórico de números e agenda. O ícone de busca (a lupa) perfaz uma busca universal por assuntos, agenda, aplicativos, contatos, mensagens etc. mas, embora pareça muito confuso pode ser filtrado facilmente.

 O teclado QWERTY é bem bom, senão melhor que o do Android e iOS. Ele possui várias respostas a movimentos, como apagar com o dedo o que foi escrito  e outras funcionalidades bem legais. Escrever nele com uma só das mãos é bem mais fácil que em outros teclados de outros gadgets.

O reconhecimento de voz é muito bom  e existe um comando de voz "alla" Siri que funciona muito bem.

Mas, vamos ver quando teremos aparelhos com o "Barry 10" por aqui no Brasil onde Android e iOS têm dominado o mercado...

Aguardemos.

Veja mais sobre o assunto em http://www.engadget.com/2013/01/30/blackberry-os-10-review/

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Mais mint




Já faz tempo que publiquei sobre o Linux Mint e acho que está na hora de atualizar algumas novidades sobre ele. As duas versões (MATE e Mint) foram atualizadas recentemente e o Linux Mint DEbian (LMDE) traz muitas novidades do sistema que vem disputando com o Ubuntu sua posição entre as distribuições Linux.

A nova distribuição é a LMDE 201303 (MATE 1.4 e Cinnamon 1.6) com uma instalação gráfica remodelada e muitas outras melhorias. Outra novidade é o gerenciador de drivers de dispositivos que foi aperfeiçoado.

O LMDE pode ser encontrado nas versões para 32 e 64 bits, com a funcionalidade de live-CD para uso direto do CDROM ou do pendrive. A característica principal do LMDE é a sua total compatibilidade com o Debian, podendo usar 100% dos repositórios diretamente.

É sempre bom lembrar que, conforme aviso dos distribuidores do Mint, o LMDE não é compatível com o Ubuntu e seus repositórios. Além disso, também apresenta problemas.

O mais crítico deles é o driver ATI que precisa ser reinstalado para funcionar (veja como aqui). O outro problema é a necessidade de uma BIOS tradicional, o que quer dizer que não funciona com UEFI (pelo menos não sem algumas mutretas jedi). Ainda é bom ressaltar a falta de suporte a SMP no kernel de 32 bits, mas que espero seja corrigido logo.

Importante notar que se trata de uma versão baseada em uma Debian Testing, o que significa que deve-se estar atento aos problemas do próprio Debian.

Mesmo assim, uma grande distro e é claro que vale a pena experimentar... um sabor menta!

Happy hacking
 

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Linux Mint 14


Sabor menta com cobertura de chocolate e canela!


Recheado com as últimas versões dos melhores softwares do mundo Linux, o Mint 14 chega para mostrar a que veio. O anúncio é discreto e clean como a própria distro. Com o codename "Nadia", o novo Linux Mint traz muitas novidades:

Mate 1.4


O MATE é uma versão do GNOME 2 que possibilita, aos usuários o uso da tradicional interface do GNOME. A equipe trabalhou arduamente para melhorar a qualidade do MATE 1.2 e corrigir alguns bugs que estiveram no GNOME 2 por muito tempo e implementando algumas funcionalidades novas.


Cinamon 1.6


O Cinamon 1.6 também está repleto de novidades, inclusive com Workspaces / On Screen Display (OSD) persistentes e altamente configuráveis.


Além disso, os novos ícones são de muito bom gosto e outras funcionalidades tais como lista de tarefas e aplicativos de notificações fazem desta distro uma das mais amadas da galera de TI.

Algumas funcionalidades são bem configuráveis, tais como o MDM (login do Mint) que é altamente configurável, desde a tela de splash até as listas de usuários. O gerenciamento de software também é bem interativo e fácil de usar.


Mas a lista não pára por aí. Veja aqui, as novidades do Mint 14.

Gostou? Quer baixar?  Veja na página de download. Ou use o mirror brasileiro na UFPR:

MATE 32-bit DVD ISO 

MATE 64-bit DVD ISO

Cinnamon 32-bit DVD ISO

Cinnamon 64-bit DVD ISO





domingo, 11 de novembro de 2012

Firefox OS


... porque nem só de Andróides e iOSes vive os Smartphones!

Os smartphones, tablets, gadgets, Raspberries, Arduinos etc. já podem escolher entre vários sitemas operacionais para estes "pequeninos". Claro que o Andróide "rulez" o mercado.

Sim, a equipe do Firefox lançou o Firefox OS. O Sistema Operacional pode ser gravado (flashed) em um Galaxy Nexus ou em um Raspberry Pi. Mas se não tens um "gaguete" destes podes usar o teu próprio navegador Firefox e experimentá-lo dentro do próprio navegador via um simulador baixado e instalado como complemento.

Para baixar o simulador do R2D2B2G vá em http://people.mozilla.org/~myk/r2d2b2g/ e baixe-o para o teu sistema operacional.



Depois de instalado podes ativar uma console "clicando" em

Ferramentas -> Desenvolvedor Web -> Firefox OS Simulator

ou digitando:

resource://r2d2b2g-at-mozilla-dot-org/r2d2b2g/data/content/index.html




Finalmente, ligando o dispositivo no botão à esquerda da página aparece um popup com o FXOS.

Bem, não espere muito. O SO é uma versão alfa, e o próprio simulador é alfa e buguento! Mas podes ter uma idéia do que será o FXOS.

E bom divertimento...

Segue algumas imagens:


 

domingo, 21 de outubro de 2012

TCP Fast Open


... porque a Internet está lotada de informação! Será?

Todos nós que estudamos redes sabemos como o SO lida com a solicitação de conexão e transferência de dados. É o famoso esquema de "handshake" (fig.1) que conhecemos do Transfer Control Protocol (TCP) [1].



Figura 1. TCP handshake

Pois bem, ultimamente, foi proposto um novo modelo para a conexão TCP em que os dados podem transitar já durante o "handshake" e, com isto, pode economizar muito tempo de conexão [2]. Segundo os autores a velocidade de carregamento das páginas pode ser aumentada de 4% a 40% dependendo da conexão de da quantidade de dados transmitidos.

Porque? Por que a Internet está cheia de "firula"... isso mesmo, "viadice". Cada propaganda, cada banner, cada figurinha, cada api em flash, java e os cambáu requer pacotes com cabeçalho, novas conexões ou tempo de espera de novos "handshakes".

A idéia é interessante, pode descongestionar a Internet (um pouco apenas) mas, pode ainda, criar problemas de segurança. Pois a camada de aplicativo fica mais vulnerável (servidor e cliente) enquanto o Kernel não tem como lidar com erros de pacotes e flood de SYN_SEND/SYN_ACK. Não é à toa que o padrão do protocolo TCP proibe inclusão de dados no TCP_SYN e no SYN_ACK antes de completar o handshake.

Pode ser uma nova e promissora tecnologia que poderá reduzir drasticamente o tempo de latência dos serviços de Web. O Kernel 3.6 do Linux já implementa o TCP Fast Open (TFO); pelo menos no lado do cliente. No entanto, eu aconselharia ir "devagar com o andor que o santo é de barro". Antes precisamos nos assegurar de que não teremos furos de segurança neste novo protocolo. Por isso, um excelente campo para pesquisa.



[1] Stevens, W. R. "Unix Network Programming: Networking APIs: Sockets and XTI", 2nd Edition, Prentice Hall, 1998.

[2] Radhakrishnan, S., et.al. "TCP Fast Open", ACM CoNEXT 2011, December 6–9 2011, Tokyo, Japan: in <http://conferences.sigcomm.org/co-next/2011/papers/1569470463.pdf>, acesso em out. 2012.

domingo, 2 de setembro de 2012

Haiku


Não... não, o BeOS não morreu. Ele se transformou!

E para melhor, na forma do Haiku. Agora em 64 bits. Ok, sei que muitos não conhecem o BeOS e, muito menos, sua nova personalidade ― o Haiku. Então senta que lá vem história.

O BeOS apareceu em 1991 para concorrer com o Mac OS e o Microsoft Windows mas baseado em uma interface gráfica derivada do X consortium e com implementação de multiprocessamento simétrico, capacidade de I/O modular, multithread pervasiva, multitarefa preemptiva e um sistema de arquivo de 64 bits. Tudo isso num tempo que ainda não havia Linux.

Foi um sistema tão bem feito que a Apple cogitou comprar a Be Inc. mas não se acertaram no preço e ela resolveu adquirir a NextStep e trazer o Jobs de volta. O mais interessante é que o Unix da AT&T feito para rodar no Hobbit acabou sendo portado para a arquitetura CISC com o nome de BeOS e chegou a fazer sucesso como desktop para x86. Foi comprada pela Palm Inc. para se converter no PalmOS Cobalt que não decolou e a última versão open foi a alpha 3.

Como era um sistema aberto, alguns grupos retomaram de onde haviam parado e criaram o projeto Haiku [1]. O sistema é simples, fácil de usar e de bastante bom gosto. Além de ser bem poderoso e voltado para multimídia.

Ultimamente, depois do summer of code 2012, o sistema operacional na versão de 64 bits está pronto. Muitos aplicativos ainda têm que ser compilados para esta arquitetura mas o sistema básico já está pronto. Alguns bugs ainda devem ser resolvidos, principalmente o work around com opção -mno-red-zone do GCC para contornar as especificações da ABI do AMD64. Mas parece que já estão trabalhando no problema e logo estará resolvido.

O trabalho maior será portar aplicativos e drivers para 64 bits mas é uma questão de tempo. A instalação no Virtualbox ainda ficou bem "capenga" mas consegui rodar sem maiores problemas. O visual é muito bonito e tem um toque dos antigos MACINTOSH. Para que gosta de experimentar sistemas operacionais, vale a pena baixar e brincar com ele.

Aí está um sistema que pode amadurecer rápido e chegar para ficar no campo dos desktops, hoje um tanto abandonados pelos tablets e smartphones.

[1] https://www.haiku-os.org/about

domingo, 12 de agosto de 2012

Gnome OS


... são seres elementais, ligados à terra e aos elementos minerais.

Mas para quem é da área de computação e informática, GNOME é uma abreviatura de Gnu Network Object Model Environment e é um dos ambientes gráficos mais utilizados nas distribuições Linux e outros Unix, como o Solaris, por exemplo. Mas parece que ele almeja mais do que ser apenas o Window Manager (WM).

O Blog Ubuntued publicou uma matéria de Luciano Fernandes sobre o novo sistema operacional do Gnome, o Gnome OS [1]. Bem, não se assanhem... acho que ainda demora um pouco para isto virar realidade. Primeiro porque o Gnome 3 não está tão preparado para assumir um papel de SO assim, sem a dependência de muitas libs do Linux; segundo porque ainda falta muito para a fusão GTK com SDK; e terceiro, não existe nenhum fabricante de hardware interessado em distribuir um gadget com o Gnome embarcado.

Pois é, integrar as libgtk, libqt e libpy com o SDK não será um processo simples e tem que ser feito porque o centro das APIs do Gnome estão bem apoiadas nestas bibliotecas. Existe muita promessa para a próxima versão. Entretanto, será que o Gnome 4, que virá no próximo ano, emplacará numa empreitada desta? Mera especulação.


Num ponto o autor do artigo do Ubuntued tem razão:

"Enquanto alguns desenvolvedores e usuários (Incluindo o Linus Torvalds) se concentram em criticar o GNOME 3.6, alguns desenvolvedores estão pensando a longo prazo."
Parece que o próprio Allan Day (Gnome.org) já está convencido de que terá que adequar o Gnome aos gadgets, tablets, smartphones, ultrabooks e toda a nebulosidade preconizada (a computação em nuvem)[2, 3]. E é a tendência mesmo. Vejam que mesmo a Microsoft ― que muitos apostam estar quebrando a cara com o Metro ― já mudou o paradigma do seu WM, o Windows 8.

Em um artigo em seu blog, Allan Day assume que a idéia de um OS Gnome existe há vários anos. Ele afirma que este OS não é um sistema que possa concorrer com as distros Linux e nem predente substituí-las. Ele afirma que uma instalação standalone do Gnome tem a finalidade de criar uma plataforma experimental de desenvolvimento. 



Mas como eu disse, falta muito ainda. Primeiro a equipe do Gnome terá que alinhar o SDK com GTK e estabilizar as APIs do Gnome. Isto significa alterar o core destas APIs para que elas funcionem neste novo ambiente. Muitas delas, estão hoje presas a bibliotecas GTK e até do QT. Ok, sei que muitos já viram o Gnome integrado ao Java no Solaris 9.0 e podem lembrar como os dois se deram bem. Mas não é a mesma coisa que portar o cerne de APIs como o Nautilus, por exemplo, para rodar sobre o SDK.

Mas vamos ser mais pragmáticos neste ponto. Hoje, as distribuições vêm com uma Graphical User Interface (GUI) padrão. O Ubuntu é uma instalação da Canonical centrada no Unity. É preciso lembrar que o Unity é uma casca que roda sobre o Gnome, mas para o usuário é uma interface gráfica independente, muito embora vários aplicativos sejam do próprio Gnome. Já não é o caso do XFCE ou do LXDE que são WM independentes e são default em distribuições Debian, Suse e mesmo alguns spins do Fedora (RedHat). Então não se pode dizer que o Gnome OS não tenha chance. Sorry Linus, tem sim, e muita!

Será então uma tendência? Somente o tempo dirá. Mas vamos ter ainda o aparecimento de Firefox/Mozilla OS, Chromium OS e muitos outros na parada... Viva a diversidade!


[1] Fernandes, L. "Gnome OS ja tem data de lançamento", em: http://forum.ubuntued.info/viewtopic.php?f=37&t=2197#p19556&utm_source=buffer&buffer_share=90bff

[2] O'Brein, T. "GNOME OS plans detailed: desktops and tablets and smartphones, oh my!", em: http://www.engadget.com/2012/08/08/gnome-os-plans-detailed/

[3] Picão, M. E. "Pode vir aí o GNOME OS: uma distro específica do GNOME", em: http://www.hardware.com.br/noticias/2012-08/gnome.html.