domingo, 12 de agosto de 2012

Gnome OS


... são seres elementais, ligados à terra e aos elementos minerais.

Mas para quem é da área de computação e informática, GNOME é uma abreviatura de Gnu Network Object Model Environment e é um dos ambientes gráficos mais utilizados nas distribuições Linux e outros Unix, como o Solaris, por exemplo. Mas parece que ele almeja mais do que ser apenas o Window Manager (WM).

O Blog Ubuntued publicou uma matéria de Luciano Fernandes sobre o novo sistema operacional do Gnome, o Gnome OS [1]. Bem, não se assanhem... acho que ainda demora um pouco para isto virar realidade. Primeiro porque o Gnome 3 não está tão preparado para assumir um papel de SO assim, sem a dependência de muitas libs do Linux; segundo porque ainda falta muito para a fusão GTK com SDK; e terceiro, não existe nenhum fabricante de hardware interessado em distribuir um gadget com o Gnome embarcado.

Pois é, integrar as libgtk, libqt e libpy com o SDK não será um processo simples e tem que ser feito porque o centro das APIs do Gnome estão bem apoiadas nestas bibliotecas. Existe muita promessa para a próxima versão. Entretanto, será que o Gnome 4, que virá no próximo ano, emplacará numa empreitada desta? Mera especulação.


Num ponto o autor do artigo do Ubuntued tem razão:

"Enquanto alguns desenvolvedores e usuários (Incluindo o Linus Torvalds) se concentram em criticar o GNOME 3.6, alguns desenvolvedores estão pensando a longo prazo."
Parece que o próprio Allan Day (Gnome.org) já está convencido de que terá que adequar o Gnome aos gadgets, tablets, smartphones, ultrabooks e toda a nebulosidade preconizada (a computação em nuvem)[2, 3]. E é a tendência mesmo. Vejam que mesmo a Microsoft ― que muitos apostam estar quebrando a cara com o Metro ― já mudou o paradigma do seu WM, o Windows 8.

Em um artigo em seu blog, Allan Day assume que a idéia de um OS Gnome existe há vários anos. Ele afirma que este OS não é um sistema que possa concorrer com as distros Linux e nem predente substituí-las. Ele afirma que uma instalação standalone do Gnome tem a finalidade de criar uma plataforma experimental de desenvolvimento. 



Mas como eu disse, falta muito ainda. Primeiro a equipe do Gnome terá que alinhar o SDK com GTK e estabilizar as APIs do Gnome. Isto significa alterar o core destas APIs para que elas funcionem neste novo ambiente. Muitas delas, estão hoje presas a bibliotecas GTK e até do QT. Ok, sei que muitos já viram o Gnome integrado ao Java no Solaris 9.0 e podem lembrar como os dois se deram bem. Mas não é a mesma coisa que portar o cerne de APIs como o Nautilus, por exemplo, para rodar sobre o SDK.

Mas vamos ser mais pragmáticos neste ponto. Hoje, as distribuições vêm com uma Graphical User Interface (GUI) padrão. O Ubuntu é uma instalação da Canonical centrada no Unity. É preciso lembrar que o Unity é uma casca que roda sobre o Gnome, mas para o usuário é uma interface gráfica independente, muito embora vários aplicativos sejam do próprio Gnome. Já não é o caso do XFCE ou do LXDE que são WM independentes e são default em distribuições Debian, Suse e mesmo alguns spins do Fedora (RedHat). Então não se pode dizer que o Gnome OS não tenha chance. Sorry Linus, tem sim, e muita!

Será então uma tendência? Somente o tempo dirá. Mas vamos ter ainda o aparecimento de Firefox/Mozilla OS, Chromium OS e muitos outros na parada... Viva a diversidade!


[1] Fernandes, L. "Gnome OS ja tem data de lançamento", em: http://forum.ubuntued.info/viewtopic.php?f=37&t=2197#p19556&utm_source=buffer&buffer_share=90bff

[2] O'Brein, T. "GNOME OS plans detailed: desktops and tablets and smartphones, oh my!", em: http://www.engadget.com/2012/08/08/gnome-os-plans-detailed/

[3] Picão, M. E. "Pode vir aí o GNOME OS: uma distro específica do GNOME", em: http://www.hardware.com.br/noticias/2012-08/gnome.html.

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